Setembro é o mês de prevenção ao suicídio. Veja 4 formas de identificar e ajudar pessoas com sintomas de suicídio.

06, DE SET

O suicídio é considerado pelo Ministério da Saúde como um problema de saúde pública, tirando a vida de uma pessoa por hora no Brasil, mesmo período no qual outras três tentam se matar sem sucesso.

A campanha foi criada em 2015 pelo Centro de Valorização da Vida (CVV) e tem o objetivo de promover a prevenção do suicídio através da conscientização e discussão do tema.

Existem muitos tabus envolvendo o suicídio, o que cria margem para invenções e interpretações erradas das causas e sintomas.

Os suicídios são evitáveis, portanto é necessário falar sobre e tornar de conhecimento público que existem sintomas, tratamentos e formas de ajudar.

Falar sobre sentimentos de desesperança, recusar-se a fazer planos futuros e insinuar sobre como poderia tirar sua própria vida. Esses são apenas três sinais de uma pessoa que tem pensamentos suicidas.

Há muita coisa que você possa fazer quando alguém que você ama tem pensamentos suicidas. E nunca é exclusivamente sua responsabilidade garantir que eles permaneçam seguros. Contudo, se essa pessoa está “desistindo” ou fazendo “planos para “ir embora”, há maneiras de tentar ajudar.

 

Veja como ajudar na prevenção ao suicídio: 4 maneiras de ajudar pessoas com os sintomas de suicídio.

1. Pergunte a eles sobre isso

Um mito da prevenção do suicídio é que falar sobre isso pode aumentar o risco de alguém realmente tirar a própria vida, mas isso não é verdade. “A realidade é que qualquer pessoa com uma depressão significativa tem pensamentos de morte e suicídio em um simples desejo de acabar com sua miséria”, diz a psicóloga clínica Alicia H. Clark (EUA).

Em vez de evitar o assunto, ela recomenda perguntar (com compaixão) se as coisas estão tão ruins que eles pensam sobre a morte ou o fim da vida. Dependendo da resposta, Clark recomenda estar preparado para acompanhar perguntas como o que eles pensaram em fazer e por quê.

2. Converse sem julgar

O diálogo e a transparência são elementos fundamentais na prevenção. Ao falar com alguém que demonstra ideação suicida, devemos ter uma abordagem acolhedora e sem nenhum tipo de preconceito. É preciso ter interesse pleno em ajudá-la e fazer as perguntas que vão dimensionar em que fase do processo ela está. “O desejo de se matar precisa deixar de ser tabu para ser sintoma de um sofrimento psíquico que, aliviado, impede o suicídio”, afirma o Dr. Mauro.

3. Diga-lhes o quanto você os ama.

“Ser contatado por alguém que se preocupa pode ir muito longe para limitar o isolamento e o desamparo que uma pessoa com depressão suicida pode sentir”, diz Clark. “Permitir que um ente querido saiba o quanto você se importa com ele e oferecer ajuda pode ser uma tábua de salvação importante para mantê-lo seguro”, completa.

4. Procure tratamento e acompanhe.

Se você quer estimular ou convencer alguém a buscar atendimento médico e psicológico, o primeiro passo é deixar claro que não há julgamento. É preciso mostrar ao paciente que a ideação é um sintoma de seu sofrimento, de forma que ele não se sinta invadido, oprimido ou envergonhado por esse desejo.

Na maioria das vezes, não basta apenas recomendar que se busque um tratamento, é necessário conduzir a pessoa de forma que ela chegue ao atendimento: marcar uma consulta junto com ela, acompanhá-la no dia e se mostrar disponível para as orientações que o médico e/ou o psicólogo vão passar. “A gente tem que pensar que, quando se chega ao nível de idear a própria morte, ela já está em um estado de desesperança, o que implica não acreditar que um tratamento possa resolver”, explica o dr. Mauro.

Essas são algumas formas de ajudarmos pessoas com sintomas de suicídio e colaborarmos com o próximo.

 

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Fonte: cvv.org.br, saudeig.com.br e drauziovarella.uol.com.br

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