Paraciclismo brasileiro termina participação na Rio 2016 com duas medalhas

20, DE SET
17/09/2016 - Brasil , Rio de Janeiro, Pontal - Jogos Paralímpicos Rio 2016 - Lauro Chaman, C4-5 com a medalha de prata do ciclismo estrada.  © Washington Alves/MPIX/CPB

Lauro é prata na prova de resistência Crédito: CPB/Divulgação

A última prova de ciclismo dos Jogos Paralímpicos foi um dos percursos mais desafiadores já montados. Os paratletas tiveram que enfrentar um terreno sinuoso e exigente durante todo o trajeto. Muitas subidas e trechos técnicos fizeram a prova ser considerada uma das mais disputadas e duras da história. A equipe brasileira largou na categoria C5 masculina com os ciclistas Lauro Chaman e Soelito Gohr.

Mesmo com o tempo nublado, o sol não deixou de sair e a torcida compareceu em peso para prestigiar. Isso acabou motivando muito os atletas. Lauro ficou entre os líderes praticamente todo o percurso. Ainda no início da prova, o brasileiro saiu em fuga com o italiano Addesi Pierpaolo e o tcheco Jiri Jezek. Os três ciclistas passaram a primeira volta na liderança da competição com 51 segundos de vantagem sobre o grupo principal.

O paraciclismo brasileiro encerrou com chave de ouro sua participação nos Jogos Paralímpicos Rio 2016. Depois da inédita medalha de bronze na prova de contrarrelógio individual, conquistada na quarta-feira (14), Lauro Chaman teve mais uma grande performance neste sábado (17) e foi o vice-campeão da classe C5 na prova de resistência disputada no Pontal. O ouro ficou com o holandês Gebru Abrahan e o bronze foi para o italiano Andrea Talão. O resultado de Chaman foi muito comemorado uma vez que é o melhor do país na história dos Jogos.

“Não dá pra resumir com palavras a emoção que estou sentindo, que estou vivendo nesses últimos dias. Na quarta-feira, quando conquistei o bronze foi um sonho, ainda não tinha caído a ficha totalmente. Agora com a prata na resistência fechamos os jogos de forma muito positiva”, comemorou Lauro.

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Lauro durante a prova Crédito: CPB/Divulgação

A última prova de ciclismo dos Jogos Paralímpicos foi um dos percursos mais desafiadores já montados. Os paratletas tiveram que enfrentar um terreno sinuoso e exigente durante todo o trajeto. Muitas subidas e trechos técnicos fizeram a prova ser considerada uma das mais disputadas e duras da história. A equipe brasileira largou na categoria C5 masculina com os ciclistas Lauro Chaman e Soelito Gohr.

Mesmo com o tempo nublado, o sol não deixou de sair e a torcida compareceu em peso para prestigiar. Isso acabou motivando muito os atletas. Lauro ficou entre os líderes praticamente todo o percurso. Ainda no início da prova, o brasileiro saiu em fuga com o italiano Addesi Pierpaolo e o tcheco Jiri Jezek. Os três ciclistas passaram a primeira volta na liderança da competição com 51 segundos de vantagem sobre o grupo principal.

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Comemorando com a torcida Crédito: CPB/Divulgação

Com o desenrolar da prova, os líderes foram alcançados e uma nova situação de corrida foi definida. O grupo principal se fracionou em pequenos grupos até surgir uma nova liderança com os atletas Yehor Dementyev (Ucrânia) e Alistair Donohoe (Austrália), seguidos de perto pelo holandes Daniel Abraham e o brasileiro Lauro Chaman. Nos metros finais, após uma queda envovendo os ciclistas Yehor e Alistair, o título acabou ficando para Daniel Abraham, que faturou ouro com o tempo de 2h13min08. Lauro se manteve sempre na perseguição e resistiu firme até o final, conquistando a inédita medalha de prata com 2h13s46, seguido pelo italiano Andrea Tarlão, bronze, com o mesmo tempo. Soelito Gohr terminou na 14ª colocação.

“Competimos contra as melhores nações do mundo e mostramos o nosso valor, que temos condições de brigar de igual para igual em qualquer prova, ainda mais competindo em casa com essa torcida maravilhosa. Mais uma vez preciso agradecer e destacar o apoio incondicional desse pessoal que mesmo debaixo de sol escaldante marcou presença e gritou até o final para nos incentivar. Foi simplesmente incrível receber essa energia” contou Lauro, que entra para a história do país como o único paraciclista medalhista em Jogos Paralímpicos e também único a somar duas medalhas.

Fechando as provas do paraciclismo, a dupla brasileira da Tandem B feminina (categoria para deficientes visuais) formada pela paratleta Marcia Fanhani e sua guia Mariane Ferreira, competiram na prova de resistência e terminaram na 15ª posição. O ouro ficou com Polônia, a prata com a Irlanda e o bronze com a Nova Zelândia.

Fonte: Assessoria de Imprensa CBC

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